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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

deus ex-machina


VI . Braços biomecânicos de várias dobras e calibres com fios de mielina serpenteando-os, eles sobem e descem, eles vêm e vão, levam e trazem. Maquinam em silêncio. Qual o melhor lugar para esta palavra? Aqui? Onde ponho essa vírgula? Que trabalho árduo é preencher de sentido o vazio e construir onde antes não havia, escolher o melhor traçado para estas cartas.
Precisamos de água, teremos que mudar o curso de rios. Providenciar energia, aplanar a terra, derrubar árvores, construir tijolos e transporta-los, em trilhos talvez, e com eles erigir paredes e com elas prédios e com estes instituições e com elas virão os muros e para isso, mais tijolos… Qual o melhor lugar para essa igreja? Aqui? Onde ponho esta rua? Que trabalho árduo é construir, civilização.
Caterpilhas, escavadeiras, tratores, eles sobem e descem, eles vêm e vão, levam e trazem. Maquinam. Eles cometem cidades, eles arquitetam os textos. Quem os conduz?