
domingo, 3 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
caralholândia
sexta-feira, 18 de março de 2011
planopilotópolis
Todos os caminhos levam à Roma, é o que dizem, mas ser Roma também um caminho, a DF 002, isso me desnorteou, e a asa sul foi o que restou.
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
esse ano foi um ano ruim
Todo relato sobre as origens do estado parte da premissa de que nós - não nós leitores, mas algum nós genérico, tão amplo a ponto de não excluir ninguém - participamos de seu nascimento. Mas o fato é que o único "nós" que nós conhecemos - nós mesmos e as pessoas próximas a nós - nascem dentro do estado; e nossos antepassados também nasceram dentro do estado até onde possamos situar. o estado existe sempre antes de nós.
Dificilmente estará em nosso poder mudar a forma do estado e é impossível aboli-lo porque, diante dele, nós somos, precisamente, impotentes. No mito da fundação do estado de Thomas Hobbes, nossa descida à impotência foi voluntária: a fim de escapar da violência da guerra mutuamente mortal e sem fim (represália sobre represália, vingança sobre vingança, a vendetta), nós individualmente e separadamente cefemos ao estado o direito de usar força física (direito é força, força é direito), consequentemente entrando no reino (na proteção) da lei. Aqueles que escolheram e escolhem ficar fora do bloco são foras-da-lei.
A lei protege o cidadão respeitador das leis. Chega até mesmo a proteger o cidadão que, sem negar a força da lei, mesmo assim usa a força contra o concidadão: a punição prescrita para o criminoso deve ser condigna com o crime.. Nem mesmo um soldado inimigo, na medidaem que é representante de um estado rival, deve ser morto se capturado. Mas não existe lei para proteger o fora-da-lei, o homem que pega em armas contra seu própio estado, isto é, o estado que o considera como seu.
Fora do estado (da comunidade, do statum civitatis), diz Hobbes, o indivíduo pode sentir que goza de perfeita liberdade, mas essa liberdade não lhe faz nenhum bem. Dentrodo estado, por outro lado, "é conservada por todo súdito tanta liberdade quanto lhe seja suficiente para viver bem e de maneira tranquila e é tirado dos outros aquilo que é preciso para perdermos o medo deles...Fora )do governo civil) assistiremos ao domínio das paixões, da guerra, do medo, da miséria, da imundície, da ignorância, da solidão, da barbárie e da crueldade; nele, ao domínio da razão, da paz, da segurança, das riquezas, da decência, da sociedade, da elegância, das ciências e da benevolência".
O que o mito hobbesiano das origens não menciona é que a entrega de poder ao estado é irreversível. Não está aberta a opção de mudarmos de idéia, de decidirmos que o monopólio do exercício da força exercido pelo estado, codificado pela leinão é o que queríamos afinal de contas, que preferiríamos retornar ao estado natural.
Nascemos sujeitos. Desde o momento de nosso nascimento somos sujeitos. Uma marca dessa sujeição é a certidão de nascimento. O estado aperfeiçoado detém e mantém o monopólio de certificar o nascimento. Ou você recebe (e leva consigo) uma certidão do estado, adquirindo assim uma identidade que no curso da vida permite que o estadoo identifique e localize(vá em seu encalço), ou você segue em frente e se condena a viver fora do estadocomo um animal(animais não têm documentos de identificação.
Não apenas lhe é vedado entrar no estado sem identificação: aos olhos do estado, você não morre enquanto não tiver uma certidão de óbito; e a certidão de óbito só pode ser dada por um funcionário que possua ele própio uma certidão do estado. O estado procede com extremo rigor na certificação da morte- veja-se o envio de uma horda de cientistas forenses e burocratas para esquadrinhar, fotografar, cutucar e espetar a montanha de corpos deixada pelo grande tsunami de 2004 a fim de determinar suas identidades. Não se poupam despesas para garantir que o censo de sujeitos esteja completo e acurado.
Se o cidadão vive ou morre não é preocupação do estado. O que importa para o estado e seus registros é se ele está vivo ou morto.
Diante da escolha entre A e B, dado o tipo de A ou o tipo de B que geralmente chega à cédula de votação, a maioria das pessoas, pessoas comuns, tende, em seu coração, a não escolher nenhum. Mas isso é só uma tendência, e o estado não lida com tendências. Tendências não fazem parte da moeda corrente da política. O estado lida é com escolhas. A pessoa comum gostaria de dizer: Em alguns dias eu tendo para a, outros para B, a maior parte dos dias eu sinto simplesmente que eles deveriam sumir; ou então, Um pouco A, um pouco B às vezese outras vezes nem A nem b, mas alguma coisa bem diferente. O estadosacode a cabeça. Você tem de escolher, diz o estado: A ou B.
02. Da anarquia
Quando a expressão "os bastardos" é usada na Austrália, por todo lado se entende a que se refere. "Os bastardos" foi um dia o termo dos prisioneiros para se referir aos homens que se diziam seus superiores e o açoitavam se ele discordava. Hoje "os bastardos2 são os políticos, homens e mulheres que controlam o estado. O problema: como afirmar a legitimidadeda velha perspectiva, a perspectiva de baixoa do prisioneiro, quando está na natureza dessa perspectiva ser ilegítima, contra a lei, contra os bastardos.
A oposição aos bastardos, a oposição ao governo em geral sob a bandeira do libertarismo, adquiriu um nome feio porque com muita frequência suas raízes se encontram na relutância em pagar impostos. Seja qual for a posição da pessoa sobre pagar tributos aos bastardos, um primeiro passo estratégico tem de ser distinguir-se desse traço libertário particular. Como fazêlo? "Pegue metade do que eu possuo, pegue metade do que eu ganho, eu cedo a você; em troca, me deixe em paz". Será que isso basta para alguém provar sua boa fé?
Etienne de La Boétie, o jovemamigo de Michel de Montaigne, escrevendo em 1949, viu a passividade da população em relação a seus governantes primeiro como um vício adquirido, depois como um vício herdado, uma obstinada 2vontade de ser governado" que acaba ficando tão profundamente enraizada "que mesmo o amor pela liberdade passa a parecer não tão natural".
Incrível ver como o povo, uma vez submetido, cai num tão profundo esquecimento de sua liberdade anterior que lhe é impossível despertar e recuperá-la, o povo serve tão bem, e tão voluntariamente, que ao vê-lo dirse-ia que perdeu não apenas sua liberdade, mas conquistou sua servidão. É verdade que, de início, a pessoa serve por coação e dominada à força; mas aqueles que vêm depois servem sem lamentar, e realizam de boa vontade o que seus predecessores realizavam por coação. Os homens nascidos sob o julgo, depois alimentados e criados na servidão, sem olhar adiante, contentam-se em viver como nasceram...Eles tomam como seu estado natural o estado em que nasceram.
Bem colocado. No entanto, La boétie entende de maneira errada um aspecto importante. As alternativas não são plácida servidão de um lado e revolta contra servidão do outro. Existe uma terceira via, escolhida por milhares e milhões de pessoas todos os dias. É a via do quietismo, do obscurantismo voluntário, da emigração interior.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
my name is big brother
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O Túnel
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
22.
G. O.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
na pior
E há outro sentimento que serve de grande consolo na pobreza. Acredito que todos que ficaram duros já o experimentaram. É um sentimento de alívio, quase de prazer, de você saber que está, por fim, genuinamnte na pior. Tantas vezes você falou em entrar pelo cano - e, bem, aqui está o cano, você entrou nele e é capaz de aguentar. Isso elimina um bocado de ansiedade.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mallogro

segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Os Reis da Rinha

quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
zup.

Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos: Os caras são bons de nomes. Os caras são bons de estética também, a capa é muito massa. Agora o som, enquanto meu cd player ainda funciona: barulho da porra e bem produzido. Fico feliz de tá resenhando porque pelo que sei foi feito na tora. Falar em tora vou acender um pra ouvir em stereo... 0 0 0, coff, coff. Música 2: “o que há de errado comigo?” boa pergunta, Diego. Não faço a mínima, você me parecia um cara normal, quando não te conhecia. Na sequencia vem um blues. O macaco malvado realmente veio a calhar. A jonga também. Está me saindo uma tarde muito agradável, nada mal pra uma segunda. Os colóquios seguem, mas agora estou perdido, não sei se é a anterior ou já é a próxima, tá rolando um Tuín na minha cabeça, oh-oh. A bateria me situou, acho que estou nas rich girls que vão pra putaquepariu ou coisa assim, o Tuin continua, agora mais raivoso, acho que vou tomar uma cerveja para me acalmar... acabou a cerveja, acho que ouvi chat baker falar algo sobre gás de geladeira num documentário que assisti ontem ou anteontem...
Ufa, agora mais calmo, vamos à próxima, algo sobre a cor vermelha, um blusão psico.
Esse ep realmente contem conflitos psicológicos intensos, como advertido no release (é assim que se escreve? É isso mesmo?), vão por mim.
Sexto som: Diego, meu chapa, o que te fizeram?
O pior pro final.
ahhhhhhhh... inda bem que a bateria e o baixo me dão um chão onde pisar.
O som acabou, caí num vácuo.
Yep. Tem uma surf music pós gap, que jeito maneiro de acordar.
Everaldo Maximino - sinta-se vingado, brother.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
é tudo a mesma merda mesmo, baby

e eu lá queria ter na vida simplesmente uma casinha branca com varanda? os incomodados mudaram-se todos pra lá, coitados. plantam ventos, esses tontos.
eu vou caminhar para o centro, e quando estiver lá, haha, explodir com a força de um sol cansado de queimar, e o mais longe que tu for ainda não será o suficiente:
"está na hora da colheita", hein, lula? espero que sim.
protejam suas cabeças.
sexta-feira, 19 de março de 2010
if man is five...

"você pode fazer tudo menos isso". essa sentença é deus.
isso o quê? essa pergunta somos nós. o diabo é a resposta.
quinta-feira, 11 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
“ruas largas, sem calçadas – ou com calçadas mal conservadas e que parecem desenhadas em pranchetas no andar mais alto do palácio do buriti, essa cidade não foi feita para pessoas e sim para pessoas dentro de caros, pessoas dentro de prédios: pessoas dentro da máquina de produção-consumo.
feita na prancheta, imaginada e não vivida, Brasília é esquadrinhada: tudo aqui tem seu lugar, ditado pela divisão em setores, mantido pelas autoridades, uma cidade construída em amor ao poder, é assustador perceber como a maneira que as coisas se dispõem nessa cidade casa com propósitos individualistas-capitalistas.
uma cultura de hipervalorização histérica por automóveis, falta de ônibus, de calçadas, de acesso, a receita para faltar pessoas, a rua não é mais ponto de encontro. Os espaços públicos são reduzidos a praças vazias que exaltam o poder. Diversão comercializada dentro de lugares fechados.
mas, no meio desse deserto medonho, ainda conseguirmos criar espaços e promover encontros.
estabelecer laços de comunidade e de amizade, de (des)organização não hierárquica e centrada em outras coisas que não a grana e/ou status dá outro sentido à noção de contra-cultura nessa cidade onde o desencontro e a solidão ficam evidentes nas ruas quase inabitadas. Entendemos o faça-você-mesmx não apenas como um caminho pré-definido de como agir ou onde chegar, mas uma estrada que pavimentamos juntxs: criarmos coletivamente outras espaços, e outros tipo de relação.
em uma cidade que promove a segregação e o desencontro, provoquemos o esbarrão. Faça-você-mesmx!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ontem
terça-feira, 10 de novembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Ok, Larry, essa é pra você.

















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