sexta-feira, 15 de abril de 2011

espetacular!


A teoria revolucionária é, agora, inimiga de toda ideologia revolucionária



quinta-feira, 14 de abril de 2011

eu voto em mim

Votar é a arte de se tapar buracos com rombos, muito na moda entre os que acreditam em Papai Noel, Cruviana, Estado e outros bichinhos míticos do folclore popular. Então a solução é a anarquia? você vai me dizer novamente com essa tua cara de cu de quem recebe mesada, e eu vou novamente te dizer que entre nada e porra nenhuma eu prefiro ficar em casa a ser visto de rolé de lancha no Paranoá.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

entrevista de emprego

Ele me pediu pra esperar mais um instante, eu já estava quarenta e cinco minutos esperando, em pé. Ele queria que eu esfolasse os joelhos para ralar as mãos.
Ele que se fôda.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

segunda feira ao sol

O mundo é desse jeito, sinto informar - ela vinha me dizendo no caminho de volta. Ahã. Ora, por quem me tomas? Que o mundo é desse jeito qualquer um sabe, por que não fazemos nada a respeito, isso sim é algo que gostaria de saber. Vou retroceder um pouco e contar uma historinha de vinte anos atrás, é rápida, começa comigo encasquetado com essa mesma questãozinha, encostado em um poste na esquina de minha rua, pois naquele tempo havia esquinas em minha vida. Começa assim e termina com uma senhora passando por mim e me dando uma esmola. ...Eu devo mesmo ser digno de pena, eu e meus dilemas, porque isso repetiu-se ainda algumas vezes em minha vida, e vai que um troco resolva tudo, resuma tudo - para quem dá, mas não para mim, eu não sou assim. E quando encontro alguém como eu a mistura é realmente desastrosa. Mas dessa vez até que nem tanto, dessa vez eu passei vinte horas procurando o mar em pleno planalto central, vinte horas insanas, vou poupar-lhe dos detalhes sórdidos mas leve em conta que eu, modéstia à parte, aguento o tranco. E não foi mesmo o tranco o problema, foi a vontade imperiosa de resolver de vez essa minha questãozinha, de precipitar o estouro da boiada, ou morrer tentando, porque, convenhamos, esse inferno gelado, essa jaula sem grades, isso não é vida. Então lá estávamos nós, depois de sei lá quantos prós, vendo a vida passar, quando alguém me tapa o sol e meu chapa me diz - Biu, essa é minha irmã, e eu digo prazer e estiro minha mão e recebo uma careta de cumprimento, naturalmente: eu não esperava mesmo que ela apertasse minha mão. Depois até me pediu desculpas pela grosseria e me deu uma carona de volta e ficou intrigada em saber que o irmão não conhecia apenas "pessoas patéticas", mas esse não é o ponto, o ponto é que assim cheguei ao ponto e o entrego agora em uma bandeja de prata: O sentido da vida não está em nós, está no outro. Nos olhos cheios d'água de Olavo. Você provavelmente vai ter de sofrer um pouco, talvez um muito, se for cabeça dura como eu, até sentir na pele esta verdade, pois, quem me dera, eu li Dostoievski de cabo à rabo, e em cada linha está escrito isso, então não é lendo esse bloguinho estúpido que alguém irá entender, nem é com essa finalidade que estou escrevendo, eu escrevo para mim, somente para mim. Eu já soube essa certeza uma vez, precisei de bem mais que meras vinte horas de purgação então. O inferno gelado me fez esquecer, meu encontro desastroso com um irmão de calvário me fez relembrar. Essa noite eu dormi como um anjo, e sonhei com o mar.

sábado, 9 de abril de 2011

Eu sou o rochedo feliz

"Em cada período crítico da minha vida pareço haver tropeçado num grande autor capaz de amparar-me. Nietzsche, Dostoiévski, Faure, Spengler: que quarteto! Houve outros, naturalmente, também importantes em certos momentos, mas nunca possuíram a amplitude, a grandeza dos quatro. Os quatro cavaleiros de meu Apocalipse partícular! Cada um expressando inteiramente sua qualidade específica: Nietzsche, o iconoclasta; Dostoiévski, o grande inquisidor; Faure, o mágico; Spengler, o modelador. Que fundação!
Nos dias do porvir, quando eu parecer sepultado, quando o firmamento ameaçar cair sobre minha cabeça, serei forçado a abandonar tudo, exceto o que esses espíritos em mim implantaram. Serei esmagado, aviltado, humilhado. Serei frustrado em todas as fibras do meu ser. Posso até ser levado a uivar como um cão. Mas não estarei completamente perdido! Raiará o dia em que, repassando a vida como se ela fosse uma história ou a história, poderei nela detectar uma forma, um modelo, um significado. Daí em diante a palavra derrota se tornará inexpressiva. Será impossível uma reincidência.
Desse dia em diante, eu me torno e permaneço fiel à minha criação.
Um outro dia, numa terra estrangeira, aparecerá diante de mim um jovem que, consciente da mundança que em mim se processou, me alcunhará de "O Rochedo Feliz". Este o apelido que darei quando grande Cosmocriador perguntar "Quem és?"
Sim, sem sombra de dúvida, eu responderei: "O Rochedo Feliz!"
E se me for perguntado: "Apreciaste tua estada na terra?" eu responderei: "Minha vida foi uma longa crucificação encarnada".
Quanto à significação disso, se ainda não está claro, será elucidada. Quero ser um cão na manjedoura, se falhar.
Uma ocasião, pensei ter sofrido o que nenhum outro homem sofreu. Por me sentir assim, fiz o voto de escrever este livro. Mas, muito antes de iniciar o livro, a ferida cicatrizara. Tendo jurado cumprir a promessa, reabri a horrível ferida.
Permitam-me outra expressão...Talvez, ao abrir a ferida, minha própria ferida, eu fechasse outras feridas, as chagas de outra pessoa. Algo morre e refloresce. Sofrer na ignorância é horrível. Sofrer deliberadamente a fim de compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, é outra questão inteiramente diversa. Buda teve um pensamento fixo a vida inteira, como sabemos: era eliminar o sofrimento humano.
Sofrer é desnecessário. Mas temos de sofrer antes de sermos capazes perceber que isso é assim mesmo. Somente então o verdadeiro significado do sofrimento humano fica claro. No último momento desesperado - quando já não podemos sofrer mais! -, algo acontece, da natureza de um milagre. A grande ferida aberta, que vertia o sangue da vida, se fecha, o organismo floresce como uma roseira. Estamos "livres" por fim, e não "com saudades da Rússia", mas com a ânsia de mais liberdade, de mais felicidade. A árvore da vida é mantida viva não por meio de lágrimas, mas pelo conhecimento de que a liberdade é real e perpétua."

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

caralholândia

esse governo, assim como o anterior e o anterior e o anterior e o próximo é um desgoverno, uma bagunça, antes a anarquia, porque declarada, a este desfile interminável de joselitos, pois não se enganem, dilmas, a bandeira ainda tremula frígida no mastro ereto, este ainda é um país de caralhos, de caralhos brancos aviagrados, de fato, daí ser esse um país buceta, la buça que mi gusta, é vero, pero, que putaria, no, esse governo? esse governo e o anterior e o anterior e o anterior e o próximo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

planopilotópolis

Era uma vez, no coração do Brasil, um xis, e nele nós.
Todos os caminhos levam à Roma, é o que dizem, mas ser Roma também um caminho, a DF 002, isso me desnorteou, e a asa sul foi o que restou.
Era uma vez, no coração do Brasil, um xis, nele, cravada, uma cruz, nela, atados, nós, cegos de ignorância, como ex votos de graças que nos custaram muito caro, os olhos da cara: As jóias da coroa de Édipo Rei.

sexta-feira, 11 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

esse ano foi um ano ruim

01. Da origem do estado

Todo relato sobre as origens do estado parte da premissa de que nós - não nós leitores, mas algum nós genérico, tão amplo a ponto de não excluir ninguém - participamos de seu nascimento. Mas o fato é que o único "nós" que nós conhecemos - nós mesmos e as pessoas próximas a nós - nascem dentro do estado; e nossos antepassados também nasceram dentro do estado até onde possamos situar. o estado existe sempre antes de nós.
...
Se, apesar das provas dos nossos sentidos, aceitamos a premissa de que nós ou nossos antepassados criaram o estado, então temos de aceitar também suas implicações: que nós ou nossos antepassados poderíamos ter criado o estado de alguma outra forma, se tivéssemos escolhido; e também, que podíamos transformá-lo se assim decidíssemos coletivamente. Mas o fato é que, mesmo coletivamente,aqueles que estão "sob" o estado, que "pertencem" ao estado, acharão muito difícil mesmo mudar sua forma; eles- nós - são com certeza impotentes para aboli-lo.
Dificilmente estará em nosso poder mudar a forma do estado e é impossível aboli-lo porque, diante dele, nós somos, precisamente, impotentes. No mito da fundação do estado de Thomas Hobbes, nossa descida à impotência foi voluntária: a fim de escapar da violência da guerra mutuamente mortal e sem fim (represália sobre represália, vingança sobre vingança, a vendetta), nós individualmente e separadamente cefemos ao estado o direito de usar força física (direito é força, força é direito), consequentemente entrando no reino (na proteção) da lei. Aqueles que escolheram e escolhem ficar fora do bloco são foras-da-lei.
A lei protege o cidadão respeitador das leis. Chega até mesmo a proteger o cidadão que, sem negar a força da lei, mesmo assim usa a força contra o concidadão: a punição prescrita para o criminoso deve ser condigna com o crime.. Nem mesmo um soldado inimigo, na medidaem que é representante de um estado rival, deve ser morto se capturado. Mas não existe lei para proteger o fora-da-lei, o homem que pega em armas contra seu própio estado, isto é, o estado que o considera como seu.
Fora do estado (da comunidade, do statum civitatis), diz Hobbes, o indivíduo pode sentir que goza de perfeita liberdade, mas essa liberdade não lhe faz nenhum bem. Dentrodo estado, por outro lado, "é conservada por todo súdito tanta liberdade quanto lhe seja suficiente para viver bem e de maneira tranquila e é tirado dos outros aquilo que é preciso para perdermos o medo deles...Fora )do governo civil) assistiremos ao domínio das paixões, da guerra, do medo, da miséria, da imundície, da ignorância, da solidão, da barbárie e da crueldade; nele, ao domínio da razão, da paz, da segurança, das riquezas, da decência, da sociedade, da elegância, das ciências e da benevolência".
O que o mito hobbesiano das origens não menciona é que a entrega de poder ao estado é irreversível. Não está aberta a opção de mudarmos de idéia, de decidirmos que o monopólio do exercício da força exercido pelo estado, codificado pela leinão é o que queríamos afinal de contas, que preferiríamos retornar ao estado natural.
Nascemos sujeitos. Desde o momento de nosso nascimento somos sujeitos. Uma marca dessa sujeição é a certidão de nascimento. O estado aperfeiçoado detém e mantém o monopólio de certificar o nascimento. Ou você recebe (e leva consigo) uma certidão do estado, adquirindo assim uma identidade que no curso da vida permite que o estadoo identifique e localize(vá em seu encalço), ou você segue em frente e se condena a viver fora do estadocomo um animal(animais não têm documentos de identificação.
Não apenas lhe é vedado entrar no estado sem identificação: aos olhos do estado, você não morre enquanto não tiver uma certidão de óbito; e a certidão de óbito só pode ser dada por um funcionário que possua ele própio uma certidão do estado. O estado procede com extremo rigor na certificação da morte- veja-se o envio de uma horda de cientistas forenses e burocratas para esquadrinhar, fotografar, cutucar e espetar a montanha de corpos deixada pelo grande tsunami de 2004 a fim de determinar suas identidades. Não se poupam despesas para garantir que o censo de sujeitos esteja completo e acurado.
Se o cidadão vive ou morre não é preocupação do estado. O que importa para o estado e seus registros é se ele está vivo ou morto.
*
Na época dos reis dizia-se ao sujeito: Você era súdito do rei A, agora o rei A morreu e olhe! você é súdito do rei B. Então chegou a democracia e o sujeito pela primeira vez se defrontava com uma escolha: Vocês (coletivamente) querem ser governados pelo cidadão A ou pelo cidadão B?
O sujeito se vê sempre confrontado com o fato consumado: no primeiro caso com o fato de sua sujeição; no segundo, com o fato da escolha. A forma de escolha não está aberta a discussão. A cédula de votação não diz: Você quer A ou B ou ninguém? O cidadão que expressa sua insatisfação com a forma de escolha pelo único meio que lhe resta - não votar ou anular o voto - simplesmente não é contado , quer dizer, é descontado, ignorado.
Diante da escolha entre A e B, dado o tipo de A ou o tipo de B que geralmente chega à cédula de votação, a maioria das pessoas, pessoas comuns, tende, em seu coração, a não escolher nenhum. Mas isso é só uma tendência, e o estado não lida com tendências. Tendências não fazem parte da moeda corrente da política. O estado lida é com escolhas. A pessoa comum gostaria de dizer: Em alguns dias eu tendo para a, outros para B, a maior parte dos dias eu sinto simplesmente que eles deveriam sumir; ou então, Um pouco A, um pouco B às vezese outras vezes nem A nem b, mas alguma coisa bem diferente. O estadosacode a cabeça. Você tem de escolher, diz o estado: A ou B.

02. Da anarquia

Quando a expressão "os bastardos" é usada na Austrália, por todo lado se entende a que se refere. "Os bastardos" foi um dia o termo dos prisioneiros para se referir aos homens que se diziam seus superiores e o açoitavam se ele discordava. Hoje "os bastardos2 são os políticos, homens e mulheres que controlam o estado. O problema: como afirmar a legitimidadeda velha perspectiva, a perspectiva de baixoa do prisioneiro, quando está na natureza dessa perspectiva ser ilegítima, contra a lei, contra os bastardos.
A oposição aos bastardos, a oposição ao governo em geral sob a bandeira do libertarismo, adquiriu um nome feio porque com muita frequência suas raízes se encontram na relutância em pagar impostos. Seja qual for a posição da pessoa sobre pagar tributos aos bastardos, um primeiro passo estratégico tem de ser distinguir-se desse traço libertário particular. Como fazêlo? "Pegue metade do que eu possuo, pegue metade do que eu ganho, eu cedo a você; em troca, me deixe em paz". Será que isso basta para alguém provar sua boa fé?
Etienne de La Boétie, o jovemamigo de Michel de Montaigne, escrevendo em 1949, viu a passividade da população em relação a seus governantes primeiro como um vício adquirido, depois como um vício herdado, uma obstinada 2vontade de ser governado" que acaba ficando tão profundamente enraizada "que mesmo o amor pela liberdade passa a parecer não tão natural".

Incríve
l ver como o povo, uma vez submetido, cai num tão profundo esquecimento de sua liberdade anterior que lhe é impossível despertar e recuperá-la, o povo serve tão bem, e tão voluntariamente, que ao vê-lo dirse-ia que perdeu não apenas sua liberdade, mas conquistou sua servidão. É verdade que, de início, a pessoa serve por coação e dominada à força; mas aqueles que vêm depois servem sem lamentar, e realizam de boa vontade o que seus predecessores realizavam por coação. Os homens nascidos sob o julgo, depois alimentados e criados na servidão, sem olhar adiante, contentam-se em viver como nasceram...Eles tomam como seu estado natural o estado em que nasceram.

Bem colocado. No entanto, La boétie entende de maneira errada um aspecto importante. As alternativas não são plácida servidão de um lado e revolta contra servidão do outro. Existe uma terceira via, escolhida por milhares e milhões de pessoas todos os dias. É a via do quietismo, do obscurantismo voluntário, da emigração interior.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

my name is big brother


"Diante das novas formas de controle incessante em meio aberto é possível que os mais rígidos sistemas de clausura nos pareçam pertencer a um passado delicioso e agradável"

Deleuze

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Túnel

O túnel é oco
triste
frio
denso
escuro
vazio
longo
soturno
sombrio
e, mesmo assim
eu vou a mil:
ele tem fim.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

22.

O temor da plebe é um medo supersticioso. baseia-se na idéia de que há alguma diferença fundamental entre ricos e pobres, como se fossem duas raças diferentes, como negros e brancos. Mas, na realidade, não existe diferença. A massa dos ricos e dos pobres diferenciam-se por suas rendas e nada mais, e o milionário típico é apenas o lavador de pratos típico com roupa nova. Troquem-se os lugares e adivinhem quem é o juíz e quem é o ladrão. Quem quer que tenha se misturado em termos iguais com os pobres sabe disso muito bem. Mas o problema é que as pessoas inteligentes e cultas, justamente aquelas que deveriam ter opiniões liberais, jamais se misturam com os pobres. Pois o que a maioria das pessoas instruídas sabe sobre pobreza? Em meu exemplar dos poemas de Villon traduzido para o inglês, o editor julgou necessário explicar o verso "Ne pain ne voyent qu´aux fenestres" em uma nota de rodapé, tão remota é a fome da experiência do homem culto. Dessa ignorância resulta naturalmente um medo supersticioso da plebe. O homem instruído imagina uma horda de sub-homens, desejosos apenas de um dia de liberdade para saquear sua casa, queimar seus livros e pô-lo a trabalhar cuidando de uma máquina ou varrendo um banheiro. "Antes qualquer coisa", ele pensa, "qualquer injustiça, a libertar a plebe". Não vê que, uma vez que não há diferença entre a massa de ricos e a de pobres, não se trata de libertar a plebe. A plebe, na verdade, está livre agora e - na forma de homens ricos - está usando seu poder para montar enormes moinhos de tédio, tais como os hotéis "elegantes".

G. O.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

na pior

Quando você se aproxima da pobreza, faz uma descoberta que supera algumas outras. você descobre o tédio e as complicações mesquinhas e os primórdios da fome, mas descobre também o grande aspecto redentor da pobreza: o fato de que ela aniquila o futuro. Dentro de certos limites, é mesmo verdade que quanto menos você tem, menos você se preocupa. Quando você tem cem francos,fica à mercê dos mais covardes pânicos. Quando tudo o que você tem na vida são apenas três francos, você se torna bastante indiferente: três francos vão alimentá-lo até o dia seguinte e você não pode pensar adiante disso. Você fica entediado, mas não tem medo. Pensa vagamente: "Em um ou dois dias estarei morrendo de fome - chocante, não?". E então a mente divaga por outros assuntos. Uma dieta de pão e margarina proporciona, em certa medida, seu própio analgésico.
E há outro sentimento que serve de grande consolo na pobreza. Acredito que todos que ficaram duros já o experimentaram. É um sentimento de alívio, quase de prazer, de você saber que está, por fim, genuinamnte na pior. Tantas vezes você falou em entrar pelo cano - e, bem, aqui está o cano, você entrou nele e é capaz de aguentar. Isso elimina um bocado de ansiedade.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Piano de Gato






não confundir com o gato do piano

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mallogro


Sílabas sibilantes galopando frases rascantes. Transbordamentos horizontais, exterioridades transversais, excentricidades da sintaxe, modus, finis, práxis. Bordões aos borbotões.
Metástases morfológicas à parte, teu silêncio, baby, ainda é o teu melhor.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os Reis da Rinha


ruins da cabeça, doentes do pé, assassinos do pai, amantes da mãe e agora cegos pela própia justiça, com vocês: nós.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

zup.


Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos: Os caras são bons de nomes. Os caras são bons de estética também, a capa é muito massa. Agora o som, enquanto meu cd player ainda funciona: barulho da porra e bem produzido. Fico feliz de tá resenhando porque pelo que sei foi feito na tora. Falar em tora vou acender um pra ouvir em stereo... 0 0 0, coff, coff. Música 2: “o que há de errado comigo?” boa pergunta, Diego. Não faço a mínima, você me parecia um cara normal, quando não te conhecia. Na sequencia vem um blues. O macaco malvado realmente veio a calhar. A jonga também. Está me saindo uma tarde muito agradável, nada mal pra uma segunda. Os colóquios seguem, mas agora estou perdido, não sei se é a anterior ou já é a próxima, tá rolando um Tuín na minha cabeça, oh-oh. A bateria me situou, acho que estou nas rich girls que vão pra putaquepariu ou coisa assim, o Tuin continua, agora mais raivoso, acho que vou tomar uma cerveja para me acalmar... acabou a cerveja, acho que ouvi chat baker falar algo sobre gás de geladeira num documentário que assisti ontem ou anteontem...

Ufa, agora mais calmo, vamos à próxima, algo sobre a cor vermelha, um blusão psico.

Esse ep realmente contem conflitos psicológicos intensos, como advertido no release (é assim que se escreve? É isso mesmo?), vão por mim.

Sexto som: Diego, meu chapa, o que te fizeram?

O pior pro final.

ahhhhhhhh... inda bem que a bateria e o baixo me dão um chão onde pisar.

O som acabou, caí num vácuo.

Yep. Tem uma surf music pós gap, que jeito maneiro de acordar.

Everaldo Maximino - sinta-se vingado, brother.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

é tudo a mesma merda mesmo, baby



e eu lá queria ter na vida simplesmente uma casinha branca com varanda? os incomodados mudaram-se todos pra lá, coitados. plantam ventos, esses tontos.
eu vou caminhar para o centro, e quando estiver lá, haha, explodir com a força de um sol cansado de queimar, e o mais longe que tu for ainda não será o suficiente:
"está na hora da colheita", hein, lula? espero que sim.
protejam suas cabeças.

sexta-feira, 19 de março de 2010

if man is five...


"você pode fazer tudo menos isso". essa sentença é deus.
isso o quê? essa pergunta somos nós. o diabo é a resposta.

quinta-feira, 11 de março de 2010