Well, Mister, you is a sock.
Foi assim que pensei, não sei se a gramática está correta, mas meu pensamento não é muito ordenado, e em português ele soa assim: Blitzig, e as vezes: Plink. Então, em uma tentativa de elucidação bizarra, apesar de pensar em português neoarcaico, e, aliás, pouco saber de outra língua, e vai que justamente por isso, vou tentar transmitir minhas impressões nesta língua bárbara, o inglês, por assim achar que melhor as expresso. Orever. Pois bem, aqui estou eu por inteiro, minhas elucubrações e impressões, diferentemente de Mister Fuck, estirado na rua de minha imaginação, atropelado por seu próprio ego inflado, todo tripas e escoriações. Yeah. Mister Fuck go over there. Já vai tarde.
À noite bateu um remorso, mas quando pensei que amanhã não ouviria mais uma de suas ladainhas... Oh, man, nevermind. E foi o que fiz. Dormi como uma pedra. Sonhei com um homem das cavernas vestido num bikini asa delta conjugando o verbo to be.
Mister Fuck never dies, Mister Fuck está em mim.
Acordei meio dolorido, mas muito bem humorado, achando o dia bonito, sentindo-me mais elevado, uns dezoito centímetros a mais, e falando só em inglês: Hello, how are you? What´s your name? Here, my card, call me anytime, I´ll love you anyways...
Continuou o dia todo e só parou quando me masturbei.
- Perdão, Padre, eu pequei.
- Yo?
- Well, acho que estou possuído.
- Serious?
- Só pode.
- This is not a sin, man.
- Eu gostaria que o senhor me expurgasse, Mister Fuck está em mim.
- What?
- Ele vai, mas sempre volta, deixa-me avolumado, confuso e agringalhado, e só sossega quando gozo.
- Ok. Let´s pull out this demo do teu couro, bro. Get out, mothafucka, it´s tied. Xô!
E foi assim. Ele subiu, finalmente, mas me deixou todo doído, um pouco ressentido, dezoito centímetros no prejuízo. Mister Fuck is really dirt.

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