sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Piano de Gato






não confundir com o gato do piano

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mallogro


Sílabas sibilantes galopando frases rascantes. Transbordamentos horizontais, exterioridades transversais, excentricidades da sintaxe, modus, finis, práxis. Bordões aos borbotões.
Metástases morfológicas à parte, teu silêncio, baby, ainda é o teu melhor.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os Reis da Rinha


ruins da cabeça, doentes do pé, assassinos do pai, amantes da mãe e agora cegos pela própia justiça, com vocês: nós.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

zup.


Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos: Os caras são bons de nomes. Os caras são bons de estética também, a capa é muito massa. Agora o som, enquanto meu cd player ainda funciona: barulho da porra e bem produzido. Fico feliz de tá resenhando porque pelo que sei foi feito na tora. Falar em tora vou acender um pra ouvir em stereo... 0 0 0, coff, coff. Música 2: “o que há de errado comigo?” boa pergunta, Diego. Não faço a mínima, você me parecia um cara normal, quando não te conhecia. Na sequencia vem um blues. O macaco malvado realmente veio a calhar. A jonga também. Está me saindo uma tarde muito agradável, nada mal pra uma segunda. Os colóquios seguem, mas agora estou perdido, não sei se é a anterior ou já é a próxima, tá rolando um Tuín na minha cabeça, oh-oh. A bateria me situou, acho que estou nas rich girls que vão pra putaquepariu ou coisa assim, o Tuin continua, agora mais raivoso, acho que vou tomar uma cerveja para me acalmar... acabou a cerveja, acho que ouvi chat baker falar algo sobre gás de geladeira num documentário que assisti ontem ou anteontem...

Ufa, agora mais calmo, vamos à próxima, algo sobre a cor vermelha, um blusão psico.

Esse ep realmente contem conflitos psicológicos intensos, como advertido no release (é assim que se escreve? É isso mesmo?), vão por mim.

Sexto som: Diego, meu chapa, o que te fizeram?

O pior pro final.

ahhhhhhhh... inda bem que a bateria e o baixo me dão um chão onde pisar.

O som acabou, caí num vácuo.

Yep. Tem uma surf music pós gap, que jeito maneiro de acordar.

Everaldo Maximino - sinta-se vingado, brother.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

é tudo a mesma merda mesmo, baby



e eu lá queria ter na vida simplesmente uma casinha branca com varanda? os incomodados mudaram-se todos pra lá, coitados. plantam ventos, esses tontos.
eu vou caminhar para o centro, e quando estiver lá, haha, explodir com a força de um sol cansado de queimar, e o mais longe que tu for ainda não será o suficiente:
"está na hora da colheita", hein, lula? espero que sim.
protejam suas cabeças.

sexta-feira, 19 de março de 2010

if man is five...


"você pode fazer tudo menos isso". essa sentença é deus.
isso o quê? essa pergunta somos nós. o diabo é a resposta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

textinho espalhado durante a Maldição de Madalena Viúva.

“ruas largas, sem calçadas – ou com calçadas mal conservadas e que parecem desenhadas em pranchetas no andar mais alto do palácio do buriti, essa cidade não foi feita para pessoas e sim para pessoas dentro de caros, pessoas dentro de prédios: pessoas dentro da máquina de produção-consumo.

feita na prancheta, imaginada e não vivida, Brasília é esquadrinhada: tudo aqui tem seu lugar, ditado pela divisão em setores, mantido pelas autoridades, uma cidade construída em amor ao poder, é assustador perceber como a maneira que as coisas se dispõem nessa cidade casa com propósitos individualistas-capitalistas.

uma cultura de hipervalorização histérica por automóveis, falta de ônibus, de calçadas, de acesso, a receita para faltar pessoas, a rua não é mais ponto de encontro. Os espaços públicos são reduzidos a praças vazias que exaltam o poder. Diversão comercializada dentro de lugares fechados.

mas, no meio desse deserto medonho, ainda conseguirmos criar espaços e promover encontros.

estabelecer laços de comunidade e de amizade, de (des)organização não hierárquica e centrada em outras coisas que não a grana e/ou status dá outro sentido à noção de contra-cultura nessa cidade onde o desencontro e a solidão ficam evidentes nas ruas quase inabitadas. Entendemos o faça-você-mesmx não apenas como um caminho pré-definido de como agir ou onde chegar, mas uma estrada que pavimentamos juntxs: criarmos coletivamente outras espaços, e outros tipo de relação.

cada vez que as pessoas dessa cidade conseguem de alguma maneira romper essa estrutura opressora e criar de espaços para comunhão e o encontro público, com Oe ocaso de hoje, um show de hardcore-thrash com pessoas se chocando e se jogando umas sobre as outras se torna muito mais do que guitarras e bateria, muito mais que a música.

em uma cidade que promove a segregação e o desencontro, provoquemos o esbarrão. Faça-você-mesmx!

26/07/09

Coletivo Caga-Sangue Thrash
cagasanguethrash@yahoo.com.br"

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Chic no Último.


...O único que já vem com a seda.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ontem

Ontem foi um dia bom. Meu aluguel diminuiu, a geladeira que vou comprar de uma amiga a preço de banana ganhou um desconto, um flanelinha me deu uma esmola e o garçom não cobrou o conhaque, então...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

Ok, Larry, essa é pra você.



O Larry é um cara legal, fez esse disco aí em cima, com o carinha do Portishead, puta disco, mas fica regulando quando o assunto é disponibilizá-lo a pobres mortais como eu, então, só pra contrariar o Larry, que ainda tá naquela de "eu vivo disso, pô", baixe o disco aqui.

domingo, 31 de agosto de 2008

Fora do ar.


Senhores, desisto. Não culpo o mundo por isso. Plantei a árvore e escrevi o livro. Obrigado pela atenção e aquele abraço.

domingo, 10 de agosto de 2008

em uma sala cheia de espelhos


Yeah, isso aqui é um inferno. A baba escorrendo pelo canto da boca torta, treze passos até a porta, mas eu não consigo sair.
O juízo fritando, na minha frente tem uns garotos trepando, do meu lado umas sapatas cheirando, eu acho que já deu, eu devia sair. Há doze passos da porta o bate estaca me estanca, eu coagulo, eu evaporo, eu explodo, eu imploro que eles acabem de vez comigo mas eles nem estão aí. Alguém me passa um pirulito, eu me ergo, eu vou embora, eu já me fui faz meia hora, mas, porra, ainda estou aqui.

domingo, 3 de agosto de 2008

Mister Fuck


Ya, baby, here comes Mister Fuck, dezoito centímetros de pura raça, ele quer te traçar. Mais uma de suas histórias, dessa vez uma cheia de anões dominatrix, ninfetas lésbicas, travecas algemadas pagando boquete suspensas no ar em uma suruba ergométrica, assim, sem sintaxe, nem par. Coisa fina. Muito couro, todos muito loucos, e tudo muito divertido até chegar a polícia, e, claro, ele se safar na hora H. Muito foda esse cara. Mister Fuck is the man, Mister Fuck é o que há.

Well, Mister, you is a sock.

Foi assim que pensei, não sei se a gramática está correta, mas meu pensamento não é muito ordenado, e em português ele soa assim: Blitzig, e as vezes: Plink. Então, em uma tentativa de elucidação bizarra, apesar de pensar em português neoarcaico, e, aliás, pouco saber de outra língua, e vai que justamente por isso, vou tentar transmitir minhas impressões nesta língua bárbara, o inglês, por assim achar que melhor as expresso. Orever. Pois bem, aqui estou eu por inteiro, minhas elucubrações e impressões, diferentemente de Mister Fuck, estirado na rua de minha imaginação, atropelado por seu próprio ego inflado, todo tripas e escoriações. Yeah. Mister Fuck go over there. Já vai tarde.

À noite bateu um remorso, mas quando pensei que amanhã não ouviria mais uma de suas ladainhas... Oh, man, nevermind. E foi o que fiz. Dormi como uma pedra. Sonhei com um homem das cavernas vestido num bikini asa delta conjugando o verbo to be.

Mister Fuck never dies, Mister Fuck está em mim.

Acordei meio dolorido, mas muito bem humorado, achando o dia bonito, sentindo-me mais elevado, uns dezoito centímetros a mais, e falando só em inglês: Hello, how are you? What´s your name? Here, my card, call me anytime, I´ll love you anyways...
Continuou o dia todo e só parou quando me masturbei.

- Perdão, Padre, eu pequei.
- Yo?
- Well, acho que estou possuído.
- Serious?
- Só pode.
- This is not a sin, man.
- Eu gostaria que o senhor me expurgasse, Mister Fuck está em mim.
- What?
- Ele vai, mas sempre volta, deixa-me avolumado, confuso e agringalhado, e só sossega quando gozo.
- Ok. Let´s pull out this demo do teu couro, bro. Get out, mothafucka, it´s tied. Xô!

E foi assim. Ele subiu, finalmente, mas me deixou todo doído, um pouco ressentido, dezoito centímetros no prejuízo. Mister Fuck is really dirt.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Hello, Crazy People


Aqui fala Biu, câmbio, 17:19, quase à Hora do Brasil. Dezoito por cento de umidade relativa do ar, Beth, lembra? Eu morri de rir, agora descobri na pele pra que serve isso...
Não sei nem pra que lado fica o mar.
O Sol se põe em BSB, fulminando tudo. Eu também. Amanhã é sexta, eu baixei um disco legal, tenho uma bike e um violão que Roberta afina pra mim, tenho uma caixinha cheia de brinquedos divertidos, uns chapas squizos, é vero, mas e daí? Eu vou sair, haverá uma dose para beber, alguém para conversar, algo para comemorar, e crédito para pagar a conta...
E há um sol no céu, isso é bom que fique claro, ele providenciará o novo dia que virá.
E é isso aí, cambada, a gente se encontra num bar.

sábado, 26 de julho de 2008

take a look at the lawman beating on the wrong guy...


Amor, você não me contou o que você sonhou, não deu tempo, você começou com aquele papo chato de contas novamente, então eu dei um jeito de sumir de tua frente, paguei a conta e me mandei, e agora aqui diante desse espelho, por mais que olhe eu não vejo motivo algum para viver, então, debruço-me sobre um papel branco, e calculista, afino as cordas e começo a escrever uma história de crimes, cheia de sangue e maluca, com buracos negros, arapucas...
Aí nesta parte parei.

De frente para o crime, por um instante, vacilei. Há sempre esta parte da gente que é cabresto, mas quando senti o repuxão em minha boca, aquele gosto travoso, espumei, cuspi, e esporei, e esporrei o conteúdo quase todo de um 38 no corpo daquele infeliz, e, por um novo instante, novamente, vacilei.
Filho de puta. Há um outro, e depois eu.
Mas vamos por partes, primeiro o outro. Saí apressado e meti-me pela passarela em disparada, minha outra parada está há poucos metros de mim. No caminho não penso na polícia, não penso que devia ter tentado escrever, não penso em como fugir, não penso em desistir, não penso em que o outro filho de puta pode não estar lá, não penso em nada que me faça parar. E, lá, mal entrando começo a disparar os projéteis que me restam, dois, um é suficiente, não o que passou-lhe entre os dentes, o que estabacou-lhe a testa.
Faltou um para mim.
Pior que a morte é a vergonha. Então corri dali apontando a arma para todo o lado, porque o lugar estava lotado, quando dobrei a esquina ouvi disparos, como demora, a polícia. Atravessei o eixão vazado, eis aí um feito incrível em uma vida medíocre, que insiste em existir... Tomei a direção do buraco-do-tatu, nunca curti altura, mas vai ter que servir. Fui por entre as superquadras, margeando as sirenes, mas cansei, vi um banco, lá sentei, e dormi.
No sonho, pensei - Mas o que foi que eu fiz? Eu morri? Eu matei. Por que ainda estou aqui? Não há justiça nesse mundo?

O teu sonho era assim?

Amor, você sonhou, eu acordei.
Mas voltei a dormir, e com eu dormindo sonhei, e, aí, nesta parte, parei.

- A conta, plz.

sábado, 19 de julho de 2008

Congratulations, kid


Afinal, foi mais punheta que trepada, ejaculação que gozada, ando pensando em me matar. Vivo sonhando acordado, com um olhar alucinado, amigos acham que surtei... E acho até que menstruei.
De tanto sangue derramado, confesso, preocupado, fui à um ginecologista, o doutor Vaginoaldo, que me disse, emocionado - Congratulations, Kid.

sábado, 28 de junho de 2008

Psicoanatomorfofisiologia Deglutiva


Da boca ao esôfago é uma longa jornada quando o que se engole é uma espada, e lá vai bala, Voreux. Na altura da glote, uma torcida aí, e uma encaixadinha, para avisar ao íleo que não é de deglutir, e então, é só ladeira abaixo, do dito ao feito, um longo trecho que chega ao fim. Já comer vidro em cacos, isso é outro papo, coisa de profissional, cavalos batizados...

E sapos, sapos não são de engolir.

Se meus girinos te dão náusea, não é o caso de cuspir? Ou engole de vez essa porra, baby, é tarde, a lua é cheia, a cama vazia, você já está há meia hora aí em frente a esse espelho com essa cara de desterro, engole isso e vem dormir.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Em Amorfolópolis é assim


Amorfolópolis: Os homens peixe e a família progérica, eles compram laranjas e mangueiam o preço como todos, os turcos, os punks, os pitiboys, os emos, os manos e os americanos, eles também só querem ser amados.

Em Amorfolópolis é assim, nove vírgula seis metros por segundo ao quadrado, preto é preto, branco é branco, azul é azul e são quinze laranjas por cinco dinheiros. Os bebês nascem pequenos e vão crescendo até ficarem grandes, como os prédios e as árvores, e aí eles vêm abaixo e crescem mais, maiores, até arranharem os céus com suas antenas, uma história tão velha...

Não existe vida para além de Amorfolópolis, essa é uma verdade tão perene quanto sua necessidade, pois Amorfolópolis vive, e quanto mais viva, menos estrangeira, se há vida, é aqui sua casa, além, nada. Os Filhos de Watson e Crick no Jardim de Charles Darwin, crescendo, mudando a voz, criando pêlos, chifres, crinas, caninos, escamas, trocando de pele. Fincados à terra, pairando no céu, oniscientes.

Finda a feira o velho mutante volta para casa, no quadragésimo quinto andar de um prédio em franca ascensão, e prepara o café, a água ferve a cem graus centígrados, o café é expresso, forte, sem açúcar. Ele o toma com torradas acompanhando pela janela o fluxo na rua, que hoje é da direita para a esquerda. Amanhã, quem sabe.

sábado, 7 de junho de 2008

this is it


Eu não sei como diabos gente que não tem absolutamente nada em comum como eu e Cleomar se topam. Às vezes eu dizia as piores barbaridades só pra testar sua reação.
- Cleomar, tu ainda toca punheta?
- Tu não?
- Tirando catota.
E vice-versa, como a vez que botou por cima de mim na faixa de pedestre porque queria me ver blasfemando em público. E viu. E acabou-se de rir, parando o trânsito.

Eu sonhei com você dançando, cara, achei estranhíssimo porque só em sonho mesmo pra te ver dançando. Foi uma última firula, né? Quase morro de susto quando perguntei por tu, achando ainda graça do sonho, e me disseram que tu não acordou.

Adeus meu camarada Cleomar. Todos os caminhos abertos à sua frente como um leque de ouros em sua mão. Pelo que me consta não conheceste o fim de teu nome, que ele dure, gente como eu precisa que haja gente como tu.